“Tudo bem então, você é quem sabe.” cedi.
Ela pegou o telefone completamente alegre e começou a pedir as roupas em uma língua que me parecia ser Frances, conseqüentemente não pude entender nada do que ela estava falando. Ficou alguns minutos discutindo com o vendedor, até que – pelo o que pude interpretar – chegaram a um acordo. Alegre, ela desligou o telefone.
“Suas roupas chegam amanhã.”
“Da frança?” disse boquiaberta.
“Exatamente, dinheiro tem um efeito ótimo sobre os humanos. Tolos ambiciosos.” Ela sorriu.
“Wow.” Foi só o que consegui dizer. Essa família estava me deixando sem palavras muito constantemente, mas isso era de se esperar, era tudo tão perfeito ali.
“Temos que pedir seu material escolar e um armário para as suas roupas.”
“Mande construir um closet, facilita mais as coisas.” Disse brincando.
“Não é uma má idéia, mas já há um closet no quarto, com roupas de Nessie. Acredite, o número de roupas que você pegou na revista não chegam nem perto do número de roupas que Nessie tem. Poderíamos montar uma loja de roupas de grife com todas as roupas dela.”
“Aposto que ela não usa nem metade.”
“Usa sim, ok? Ela usa uma diferente por dia, nunca repetiu nenhuma, pois eu não permito. Assim elas acabam se acumulando.”
“Vocês deveriam vendê-las, doar, ou algo do tipo.”
“Nessie já me disse isso, mas são todas tão lindas, sei que é egoísta, mas ainda não tive coragem.” Eu ri e toquei a sua mão fazendo uma cena dramática.
“Vamos trabalhar nisso colega, sei que você vai conseguir!” ela riu.
“É, quem sabe você não possa me ajudar?”
“Quem sabe...” eu sorri e pisquei.
Alice e eu ficamos conversando a noite toda. Ela era tão doce e animada, eu realmente gostei dela, uma ótima amiga. Após tanto tempo de conversa, Jasper apareceu e tomou Alice de mim, me deixando sem nada para fazer. Todos estavam em algum lugar cujo eu desconhecia, só sabia do paradeiro de Renesmee; em seu quarto dormindo.
Isso me fez lembrar da solidão que vivi todos esses anos como vampira, sem ninguém para conversar, sem nada muito exato para fazer, apenas correr, caçar às vezes, e retornar a corrida. Os Cullen iriam preencher algo que estava faltando em mim, algo que até então eu desconhecia, mas pude perceber que o vazio era a falta de alguém, falta de amor. Não um amor como o de Jacob e Renesmee, ou como o amor de Edward e Bella, mas como o amor de... Bom, ainda não posso fazer uma comparação, mas em breve, quem sabe posso estar repensando isso e comparando com o amor de Veronica e Renesmee, ou Veronica e Alice, ou até mesmo, Veronica e Jacob, algo bem no fundo me dizia que um dia poderíamos nos dar bem.
Quando Edward conheceu Bella ela era uma humana, então quem sabe eu não encontre alguém especial na escola... Talvez não encontre, talvez encontre. Ninguém sabe. Alice talvez saiba, mas isso estraga a historia toda. O amor é como uma equação matemática, o resultado final não é o que realmente importa, mas sim o caminho que se percorre para chegar a ele.
De repente estava ansiosa para o inicio das aulas, isso iria me favorecer experiências incríveis, experiências que perdi quando era humana, então vou poder tirar o atraso, sem abusar, claro. Quando era humana, nunca fui de aprontar na escola, mas também não era santinha, é claro que ás vezes eu passava dos limites, mas nunca chegou a ser algo realmente preocupante. Talvez eu tenha tomado atitudes rebeldes por revolta, revolta de coisas que eu prefiro nem lembrar, coisas que estão guardadas em um lugar escuro de minha mente, que nem eu mesma consigo vasculhar. Mas com essa história de aulas sobre vampiros, Carlisle com toda a certeza irá querer saber sobre toda a minha vida, assim hora ou outra terei que encontrar a chave escondida para abrir passagem ás memórias.
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