sábado, 16 de outubro de 2010

Secret Garden | Página 28 | Capítulo 6

Vem pra casa
e irei fazer uma festa
muito mais legal do que essa.
Mas é bom que venha Cart
ou algo pode acontecer...
Estou te esperando,
Com amor: Connie.



Constance me causava arrepios, e me fazia sentir algo muito estranho. Se mostrasse isso a Carter provavelmente ele iria embora, e o réveillon ficaria entediante. Mas o que poderia acontecer se ele não fosse? Nada de muito sério provavelmente já que isso não se tratava de uma possível fantasia sexual de ano novo. Muito egoísta da parte de Constance querer Carter inteiramente para ela durante o ano novo.

“Meu deus, esse cachorro-quente é excelente!” disse Margot me pegando de surpresa.

Guardei rapidamente o celular em minha bolsa e dei uma mordida no cachorro-quente. Era mesmo muito bom, apesar de estar um pouco frio.

“Minha barriga estava implorando por isso”

Ela deu uma risadinha e voltamos para onde estavam todos.

“Esse cachorro-quente parece estar muito bom” disse Carter de olho para o cachorro-quente em minhas mãos. O caldo da salsicha misturado com ketchup, mostarda e maionese pingava no chão.

“Pegue um pedaço antes que esse seu olhar fuzile a minha comida” ele riu e mordeu o pão deixando sua boca completamente suja. Não consegui segurar o riso.

“Você tem um guardanapo?”

“Não”

Elle olhou para Carter e caiu na gargalhada. Ela puxou um lenço de papel de dentro de sua bolsa e o entregou. Carter limpou a boca e jogou o papel no chão que já estava imundo. Comi o cachorro-quente rapidamente demais, a ansiedade parecia empurrar aqueles pedaços enormes de comida goela abaixo. Logo também me vi necessitada de um lenço de papel, sem que pedisse Elle me entregou um. Limpei minha boca, e por piedade ao chão guardei o papel em um dos bolsos de minha enorme jaqueta impermeável para que pudesse jogar fora em casa. 

Observei o lugar a minha volta, e aquilo era mesmo bonito, as pessoas davam um brilho a mais ao local. Não estávamos tão perto da London Eye, mas por seu tamanho e por estar completamente iluminada, podíamos vê-la com facilidade.

Alguns iates passavam pelo rio Tamisa com festas animadas, e com toda certeza apenas a alta sociedade se encontrava ali dentro.

Uma leve chuva começou e logo coloquei meu capuz; Margot e Elle fizeram o mesmo, já Carter e Mitchell pareciam nem ter notado o inicio da chuva.

“Falta apenas uma hora” disse Carter olhando o relógio. “e Connie não ligou.”

Me lembrei da mensagem de Constance e ponderei contar ou não sobre ela. Decidi que contaria.

“Constance enviou uma mensagem para você, eu li, mas foi sem querer, juro.”

“Tudo bem, mas o que ela disse?”

Estava mais preocupada em me defender do que em contar o que Constance havia dito. Talvez eu fosse a egoísta, e não ela.

“Ela disse que vai ir para casa; que prefere ficar por lá do que por aqui”

É certo que omiti algumas informações, mas mentir seria pior. Pensando bem, seria pior se ele resolvesse checar o conteúdo da mensagem.

Ele não pediu o celular, apenas balançou a cabeça como forma de repreensão.

“Só não vou embora agora, pois não vale a pena”

Ao que parecia, Constance era extremamente previsível. Se esse não fosse um comportamento típico dela, Carter não agiria desta forma. Isso retomava a minha mente ao pensamento de que as coisas estavam extremamente ruins para o lado dela.

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