Não que eu me importasse com isso, na verdade era muito bom. Estar de roupão junto com Burton numa suíte de alto luxo de um hotel-castelo ainda soava bastante estranho para mim quando eu parava para pensar nisso tudo mais a fundo; mas quando apenas vivia o momento, tudo era extremamente natural, correto e óbvio.
Antes que o homem começasse a colocar as bandejas e os utensílios na mesa do quarto, Burton o dispensou, o que me deixou mais relaxada e a vontade. Olhei para Burt, que encarava o carrinho prateado com certa obsessividade. Coitado, ele precisava mesmo de se alimentar. Meu estômago roncou alto me fazendo concluir que eu estava na mesma situação dele.
“Pode ir se servindo, eu já vou” lhe lancei um sorriso doce. Ele retribuiu o sorriso.
“Eu te espero”
“Tudo bem então”
Saltei da cama e fui procurar por minha calcinha. Não demorei muito para achá-la e logo a vesti. Peguei a blusa social de Burton e a coloquei já que ela estava mais acessível e não queria usar meu vestido ou abrir minha mala para achar uma blusa minha. Abotoei alguns botões da blusa e joguei o roupão no chão. Ele podia ser fofinho e confortável, mas era pesado, grande e nada prático.
Burton havia desviado seu olhar obsessivo do carrinho, agora o mirava para mim.
“Gostou do Look?” disse rindo.
“Adorei, e a modelo ajuda. Muito” ele ficou um tempo apenas observando, mas então se aproximou de mim. Me abraçou pela cintura e sussurrou em minha orelha por entre meu cabelo bagunçado:
“Me esqueço de que você é finalmente minha”
“Por favor, não se esqueça de novo, já perdemos tempo demais” sussurrei de volta.
“Nunca mais” disse ele e então me beijou.
Enquanto eu curtia o momento sem me preocupar com nada, o cheiro da comida foi chegando perto de mim e me pegando desprevenida. Eu necessitava de algo entrando no meu estômago que não parava de roncar.
Burton se afastou gentilmente e começou a dizer:
“Eu acho melhor a gente...”
“Eu acho melhor a gente...”
“Concordo” respondi já prevendo o final da frase e o puxei para o carrinho. Haviam tantos objetos estranhos em cima dele que acabei mudando a minha concepção de que comer é uma tarefa fácil. Pra quê diabos serve tudo isso?
“Olha,” disse um pouco envergonhada por não conhecer muito desse mundo de luxo “acho que garfo e faca estão de bom tamanho para mim”
“Digo o mesmo, apesar de meu pai sempre ter me obrigado a saber usar cada utensílio de mesa da forma correta” ele riu parecendo lamentar um pouco. Olhou para o carrinho, me deu um prato e ficou com o outro. Analisei os detalhes do mesmo e cheguei a conclusão de que com certeza o prato era uma réplica extremamente fiel à louça da realeza.
Burton pegou uma flor lilás pequena e delicada que estava dentro do vaso e me entregou, piscando. Sorri agradecendo a gentileza e a coloquei atrás da orelha.
“O cheiro da comida pode estar bom, mas não garanto o gosto” ele falou enquanto abria e analisava o conteúdo da ‘panela’, então olhou para mim “Seja o que Deus quiser”
Seja o que Deus quiser, repeti mentalmente pensando nas milhões de aplicações possíveis para essa frase.
show de bola! Congratulations =)
ResponderExcluircuidado ein Clara, tá virando tiozão do churrasco KKKKK s2
ResponderExcluirÉ só olhar pra minha cara de tio...
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