sexta-feira, 17 de setembro de 2010

Secret Garden | Página 14 | Capítulo 4

“Vocês tem preconceito com ele.” Disse. “Não que eu goste dele, mas ele não merece ser tratado assim.”


O que eu queria afinal? Odiá-lo ou amá-lo? Cheguei a conclusão de que apenas defenderia ele caso fossem injustos, e eles estavam sendo.

Certo?

“Você não convive com ele.” Carter disse, ainda fazendo uma careta.

“E você convive?”

“Já convivi.”

“Isso significa que foi antes, o que importa é o agora.”

Isso lembrou o que Burt havia falado comigo ontem.

“Você é estranha sabia?”

Fiquei indignada.

“Por que eu sou estranha? Eu não saio desabafando com qualquer um que vejo pela rua.”

“Viu como é estranha? Está se chamando de ‘qualquer uma’... Indiretamente.”

“Você é louco.” Cruzei os braços e comecei a fitar o teto.

Ele riu, Margot também, acabei rindo junto.

“Acho que estamos todos loucos!” Margot disse.

“É o espírito natalino invadindo nossos corações.”

Carter disse e continuou rindo. Fiquei apenas observando... Ele não era tão estranho, mas tinha namorada.

Mas era como minha mãe havia falado um dia: As pessoas terminam namoros, voltam, descobrem coisas novas... E, ual, eu estava realmente descobrindo coisas novas.

Bom, talvez nem tantas coisas assim, mas podia sentir o quanto estava diferente. Tudo estava estranho, ás vezes era meio perturbador. Isso lembrava quando eu era mais nova, sentia tudo diferente, nada estava no seu lugar certo.

Porém, de alguma forma, parecia que as coisas estavam se encaixando. Ou que em breve se encaixariam.

Uma ponta de felicidade e esperança passou por mim.

“Já é quase Natal...” Carter disse.

“Sim. Minha mãe já está fazendo as comidas.”

“Minha mãe viajou, e meu pai... Não tenho a menor idéia de onde está.”

Aquilo me chocou, e pareceu chocar Margot também. Era uma daquelas situações em que eu não tinha a menor idéia de o que falar.

Não era algo simples, era algo muito sério. Finalmente me toquei de que Carter estava passando por muitos problemas.

“Não se preocupem.” Ele notou nossas feições em choque e nossas bocas tentando esboçar palavras. “Ele sempre volta.”

Era melhor não render assunto.

“Bom, eu moro logo aqui do lado, então acho que posso vir para cá como havia lhe falado antes Margot.” Me virei para Carter. “Você deveria vir também.” Sorri.

“Acho que posso.” Ele sorriu. “Trarei Constance comigo.”

Claro.

“Deveria ligar para Burt, Margot.”

Ela hesitou, mas cedeu.

“Tudo bem, quanto mais conhecidos melhor.”

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