sexta-feira, 30 de abril de 2010

Crenças Selvagens | Página 18 | Capítulo 2

 Cheguei mais perto das mesas, em cima havia sangue e seringas vazias. Estava tudo uma bagunça.
“Justine.” Valencia sussurrou, ela olhava atentamente cada parte do cômodo, e se esquivava a cada pequeno barulho. “está sentindo esse cheiro?”
Um cheiro de carne apodrecia pairava pelo ar, segui aquilo e cheguei à janela. Pude ver um corpo feminino jogado em meio à grama.
 Pulei a janela, Valencia fez o mesmo. Comecei a analisar o corpo.
 Havia um buraco enorme em seu pescoço, e uma mancha de sangue em volta. Não estava fresco, porem não parecia estar ali por tanto tempo assim.
 Peguei a mão da mulher jogada ali, comecei a analisar sua palma e nada de marca Duntle. Em meu sonho a marca Lumen era no braço, analisei e nada também.
 Uma árvore fez um barulho brusco e algo desceu dela. Olhei de baixo para cima, uma roupa escura e pesada com uma capa e um corpo masculino completamente definido sustentavam um rosto que eu conhecia bem. Matthew.
Meu coração estava paralisado, congelado, assim como eu.
“Saia daqui.” Disse ele severamente. Não movi um músculo sequer. “Não há nada para você aqui.”
 Percebendo que eu não iria me mover ele veio até mim e me empurrou, isso me fez cair no chão.
“O que está fazendo?” Valencia disse me ajudando a levantar. “Ficou maluco?” meu pulso doía assim como a ferida que acabara de ser aberta.
Eu precisava falar com ele, era minha única chance. Mas Valencia não poderia estar ali.
“Valen, vá até o carro e pegue minha outra arma, não há balas nessa.”
“E irei te deixar sozinha aqui com ele?”
“Sei me defender de um só, mas se alguém mais aparecer não poderei fazer grandes coisas. Preciso de munição.” Ela assentiu e saiu correndo.
“Matthew, me encontre em algum lugar da mansão. Por favor, faça isso.” Disse com os olhos cheios. Eu podia ver pelos dele que ele também estava sofrendo. Deu um suspiro e disse:
“Onde?” ótimo, ele havia aceitado. Vasculhei em minha mente algum local, e encontrei uma cabana abandonada não muito longe das terras Duntle. Expliquei rapidamente como ele iria chegar lá. Matthew não disse nada, apenas balançou a cabeça quase imperceptivelmente.
Valencia chegou e disse:
“Não achei sua arma no carro, deve ter esquecido ela. Vamos embora Justine.” Disse suplicando.
“Tudo bem.” Disse e Matthew suspirou. Alívio? Tristeza?
 Valencia puxou minha mão e a acompanhei com os olhos em Matthew até onde minha visão alcançou.


Já estava tonta de tanto andar de um lado para o outro no meu quarto. E se ele armasse para mim? Ao invés de ser recebida com um sorriso, poderia ser recebida com tiros naquela cabana. Os Lumen podem ter feito uma lavagem cerebral nele. Ou talvez ele não tenha mudado, apenas fisicamente. Aquele corpo musculoso me impressionou. Ele havia tomado o que? Anabolizantes para Lumens?
Eu estava ficando paranóica.
Quer saber? Dane-se. Eu iria me encontrar com ele. 

3 comentários:

  1. AAAAAA, tá lindo, lindo, lindo *-* você escreve bem demais, sério. posta looogo, estou curiosa, mimimi

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  2. Já virei fã *-*
    Eu já estou lendo a alguns dias, mas só agora comecei a comentar ^^
    Eu tô adorandoo, voce escreve muuito bem *-*' PARABENS! Posta logoo :B

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  3. gente, se eu ficar muito tempo sem postar é porque não deu tempo de escrever.

    cakew aqui.

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